quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Descaso ou falta de conhecimentos 2

Por Joana Medeiros

Ao ler o post sobre “descaso ou falta de conhecimentos” algumas leitoras resolveram ajudar a divulgar essa falta de interesse das empresas desta área em trabalhar direito e deixar a rua aceitável para que os pedestres possam andar nas calçadas e os motoristas não acabem com seus carros.

Um dos casos foi relatado pela aposentada Ina Maria. Ao passar pela esquina da Rua Verdes Mares com a Rua Setúbal, perto do Hotel Atlante Plaza, avistou um pequeno buraco.

Dias depois a rua foi recapeada, mas não durou muito para o local aonde existia o buraco afundar novamente. Hoje conformados pelo descaso, moradores colocaram lixo e madeira para indicar que o local é fundo.

Está acabando!

Por Joana Medeiros

Está acabando. Para quem não ficar na final poderá desfrutar das noites durante a semana a partir deste sábado, 03 de dezembro. Quando este acabar, metade do curso já terá ido embora e somente (ou ainda), mais dois anos estarão nos aguardando em fevereiro.

Cansados e sem disposição para mais nada, nos vemos desistir de algumas aulas por motivos bobos. Qualquer desculpa se tornou uma missão impossível para chegar à sala de aula.

O pior de todos os desafios foi enfrentar as aulas do sábado. Sim, às 7 horas da manhã, em pleno sábado, os estudantes de jornalismo acostumados a ter aula a noite e estudar de madrugada tinham que levantar da cama para se acomodar na sala 510, um local escuro e frio, convidativo a todos dormirem depois de uma semana estressante.

Outro diferencial para muitos este semestre foi o começo do estágio. Leis que não são cumpridas nos fizeram trabalhar a mais e em finais de semana. E se não fosse o próprio estágio, os trabalho da faculdade fizeram esse favor para nos ocupar nos finais de semana.

Agora estamos sentindo de verdade o que é fazer jornalismo. É não ter horário, está sempre atento e conseguir ser Bombril: mil e uma utilidades.


Redes sociais e sociedade

Por Joana Medeiros

Orkut, MySpace, Sonico, Facebook, Ning, Badoo, Twitter. Nomes usados atualmente por todo mundo. Estas redes sociais em termos mais corretos são uma estrutura social composta por pessoas ou organizações conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. Ou seja, qualquer um, independente de raça, religião ou qualquer outra característica que difere um dos outros, pode utilizar.

Estas redes tem adquirido importância crescente na sociedade moderna por causa primariamente da descentralização, pelo fato de que qualquer um tem acesso e é livre para fazer e dizer o que quiser, e da possibilidade de compartilhamento de informações, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns.

Por esse fator quem hoje é dificil vermos alguém que não esteja conectado a uma rede. Isso se tornou uma necessidade para ficar informado.

Em 2009 o site Compete divulgou a lista das redes sociais mais acessadas no mundo.
1º. Facebook – 1.191.373.339 de views por mês
2º. MySpace – 810.153.536
3º. Twitter – 54.218.731
4º. Flixster – 53.389.974
5º. Linkedin – 42.744.438
6º. Tagged – 39.630.927
7º. Classmates – 35.219.210
8º. My Year Book – 33.121.821
9º. Live Journal – 25.221.354
10º. Imeem – 22.993.608

Descaso ou falta de conhecimentos?

Por Joana Medeiros

Hoje em dia a mão de obra barata está à frente de uma sabedoria maior sobre o assunto. Devido a isso não é difícil passarmos por algum lugar e avistarmos canos estourados, buracos que a cada dia crescem mais, falta de calçamento e por ai vai.

Durante o começo de novembro, muitos casos de canos estourados aconteceram e foram relatados em jornais, entretanto o descaso ou a falta de sabedoria sobre o assunto, fez com que estes fossem fechados muitos dias depois, jorrando e desperdiçando água limpa, e de forma mal executada.

O que aconteceu e ainda acontece em uma construção na esquina da Avenida Conselheiro Aguiar com a Rua Desembargador João Paes, número 4930, em frente ao supermercado Extra.

Há um tempo um cano foi estourado e se formou uma pocinha, entretanto, demoraram a resolver o problema e tornou-se um caos não só para as pessoas que estão de passagem, mas também para aqueles que costumam pegar ônibus na parada em frente ao local. Sim! Ainda tem uma parada de ônibus movimentada para melhorar a situação.

Após consertarem, não se passou nem uma semana e o cano voltou a jorrar água, pos o serviço foi mal feito, e já faz mais de 10 dias que ali virou uma piscina natural que as pessoas precisam fazer malabarismo para não cair dentro.
Foto tirada do celular

Ética x Audiência

Por Joana Medeiros

Cardinot. Quem nunca ouviu esse nome?

Famoso por apresentar programas policiais, Cardinot é desejado por muitas emissoras, pois consegue ter altos pontos de audiência. Entretanto a alta audiência equivale a um programa de boa qualidade? NÃO!

É claro que gosto não pode ser discutido e a população é livre para escolher o que quer ver na televisão. Todavia atualmente muitos conceitos de ética são quebrados em prol de uma audiência mais elevada.

As “regras” quebradas pelo programa são tão obvias, que não é necessário fazer jornalismo para achar quais os absurdos feitos em favor do telespectador. Entretanto ao estudar jornalismo vemos a alta quantidade de situações inapropriadas que aparecem no programa.

Abaixo estão alguns dos pontos citados no Código de Ética e que em um único programa são desrespeitados:

Art. 6º É dever do jornalista:
VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;
X - defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;
XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Art. 7º O jornalista não pode:
V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime

Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes.

Segundo o Art. 17. os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação. Bom, é melhor esperar sentado para ver o dia que este artigo será respeitado.

Para saber mais sobre a Ética no Jornalismo acessem www.saladeprensa.org/art897.pdf ou entrem no site http://www.ombudspe.org.br/.

sábado, 8 de outubro de 2011

A arte da comédia

Por Joana Medeiros

Teatro: uma forma de arte em que um ator ou conjunto de atores enfrenta uma história ou atividades para o público, em um determinado lugar. Segundo estudiosos a arte surgiu como forma de necessidade do homem primitivo em contar questões cotidianas. Com o tempo, evoluíram para rituais voltados para a natureza. Logo em seguida estes rituais viraram mitos, e os mesmos, no Egito, transformaram-se em contos de lendas como forma de propagar as tradições e de entreter os nobres.

O teatro “verdadeiro” surgiu na Grécia Antiga, através do “Ditrapo”, procissões em agradecimento a Dionísio, Deus do vinho e da fertilidade, por cada safra de uva. O primeiro diretor dessas manifestações foi Tepis, que desenvolveu máscaras para determinar, dentre diversas pessoas, os sentimentos de cada um.

Anos mais tarde a arte evoluiu, conquistou o mundo e desenvolveu gêneros. A comédia teve início também na Grécia. Muitos acreditam que o humor começou com as máscaras de Tepis, pois uma era dramática e outra cômica. Entretanto havia uma diferença: a dramaturgia tratava de herois, homens superiores, enquanto a outra representava os cidadãos, considerados inferiores. O interessante é que a comédia era importante na sociedade, pois levava a possibilidade de democracia, porque assuntos como governantes, nobres e deuses eram alvo das críticas humorísticas.

Hoje, por causa de diversos gêneros nas apresentações em palcos, a população confunde o que é o que. Como fala a ator, Dayvd Alves:
 

Mas para não misturarem, aqui está uma dica: teatro tem maquiagem, figurino e caracterização. A pessoa que se encontra lá em cima não é “real”, é apenas uma criação que faz divertir ou chorar os espectadores. Assistam um pouco da produção de uma comédia:

 
 Depois da transformação:

                 Alex Junio                 =              Bela Adormecida          


Angelis Nardeli            =                   Cinderela   

 
Davyd Alves               =             Branca de Neve

Os atores estão prontos para fazer a plateia rir:
 
 Elenco junto antes da apresentação
 
Dança no final do espetáculo
 
Atualmente é o tipo de espetáculo que mais atrai o público. Este formato de representação utiliza o humor como ponto principal e para isso, segundo especialistas, recorre “ao engano”. Sim, engano, pois a maior parte das histórias humorísticas se baseiam na foto de um ou mais personagens serem enganados ao longo de toda a peça e a medida que o equívoco aumenta, o público, que sabe de tudo, se diverte.


Em Pernambuco o número de companhias especializadas neste gênero está aumentando. Os mais conhecidos são Trupe do Barulho, Companhia da Comédia, Companhia Animé e Magros em Cena.

Muitos destes grupos estão com o hábito de representar conhecidas fábulas de forma mais adulta e/ou cômica, como “Chapeuzinho Vermelho, essa história sua avó não contou”, “Branca de Neve depois do felizes para sempre” e “Preta de Neve e 1 anão”.

Agradecimentos:
Resolve produções, Davyd Alves (produtor, autor, diretor e Branca de Neve), Alex Junio (Bela Adormecida), Angelis Nardeli (Cinderela), Alex Glauber (Príncipe Eduard).

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A nova cara da comédia

Por Raíza Araújo

Fazer comédia não é para qualquer um, exige trabalho, talento e uma dose apurada de humor. E não é de hoje que as pessoas procuram motivos para sorrir. Pensando nisso, cada vez mais aparecem pessoas prontas para estimular uma boa gargalhada, seja utilizando figurino, cabelos diferentes, sonoplastia, movimentos e gestos, para contar uma história, ou apenas subindo no palco de “cara limpa”, ou seja, como pessoas normais, para relatar as faces engraçadas da vida. Nesse conto, a ficção e a realidade caminham juntas, em um jogo de palavras bem escritas e pensadas, mas contadas de maneira bem natural. Conhecido pelo nome inglês “stand up comedy”, a nova fórmula do riso virou um sucesso no Brasil.

 O grande segredo das pessoas que se propõem a fazer stand up provavelmente esteja na aproximação que toda a narrativa montada tem com a realidade. Esse aspecto pode ser observado desde os caracteres de quem conta a história, no caso, pela falta de tal, ou pelo discurso. Tudo que essas pessoas contam em suas apresentações foi pensado categoricamente, mas na hora do show, se dê tudo como o “figurino” manda, a impressão que fica nas pessoas é de elas estarem à frente do(a) homem/mulher mais engraçado(a) do mundo. 

O comediante Nil Agra, do grupo de stand up Tripé da Comédia, explicou um pouco sobre essa questão: (áudio)


Qualquer pessoa pode fazer stand-up, mas não é qualquer um que consegue fazer as pessoas rirem. Há fórmulas para se escrever uma piada, contar uma história engraçada, mas só com estudo e dedicação é que se aprende. No stand up, os humoristas trabalham com o tempo de 30’’ para gerar risos, quando o período extrapola 40’’ sem efeito nenhum sobre o público, é porque está na hora de mudar o rumo do espetáculo. Para isso, é necessário experiência e talento do comediante. “Se o cara tá lá na frente, contou uma piada, duas, três e ninguém riu, a única solução é arriar as calças, mostrar a bunda e ir embora”, brincou o comediante, Dirceu Siqueira.

O stand-up pode ser realizado em vários locais, como: teatros, bares e restaurantes, diferente do que acontece na dramaturgia. Cada modalidade de se fazer comédia atrai um tipo de público. No caso do stand up, são pessoas que tem uma vida social mais ativa, que gastam dinheiro com conteúdo e gastronomia. Um fato comum, é de pessoas que vão a um determinado restaurante sem saber que lá vai haver um espetáculo de stand-up, ou seja, elas tinham outras pretensões, e às vezes isso atrapalha o comediante, pois eles precisam “brigar” com o desvio de atenção do público (como: banquetes, músicas, conversas e até mesmo paqueras) para fora do espetáculo. Quando o esforço não surte resultado, é porque algum dos dois é ruim, público ou comediante.

O público ruim, segundo Nil Agra: (áudio)



Em Pernambuco, o stand up é sinônimo de sucesso em público. As apresentações ocorrem em média duas vezes na semana, com os melhores comediantes em ação no Estado e alguns convidados. Os locais são previamente divulgados pelos grupos. Comediantes de todo o Brasil já realizaram seus shows por aqui, inclusive, no próximo domingo, 09, Murilo Gun, um dos mais conceituados comediantes de stand up, faz seu show no Estado, e a platéia promete está lotada.

Confira parte do show do comediante Nil Agra: (vídeo)



Mural de fotos:

Os comediantes Dirceu Siqueira, Nil Agra e Renato Bartolomeu

 
 O comediante Vasco Patú apresentado o stand up

A interação do público com o espetáculo

    O visual de Nil Agra 

                                  O stand up faz parte da programação semanal de bares do Recife